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sábado, 14 de junho de 2014

À falta de melhor, há sempre uma opção saudável...

Ainda na saga do "não me apetece fazer nada" ou "mesmo para despachar", apresento-vos um dos pratos mais fáceis de fazer: 

Esparguete com cogumelos e cherry

Ingredientes:

  • 1 embalagem de cogumelos frescos
  • 10 tomates cherry
  • esparguete para 2 pessoas
  • 2 dentes de alho
  • louro
  • azeite
  • sal marinho
  • gengibre
  • vinagre balsámico
  • shoyu

Preparação:


  1. Ponham uma panela com água a ferver. Acrescentem à água uma folha de louro. Assim que estiver a ferver, acrescentem o esparguete, um fio de azeite e uma pitada de sal marinho.
  2. Enquanto a massa coze, laminem os cogumelos e cortem os tomates cherry em metades. Deixei alguns inteiros (biológicos são mais pequeninos). 
  3. Salteiem os dentes de alho em azeite numa frigideira e acrescentem os cogumelos. Assim que ganharem cor e libertarem alguma da sua água, coloquem o tomate cherry. Temperem com gengibre, vinagre balsámico e shoyu.
  4. Quando a massa estiver al dente, escorram-na e sirvam no prato juntamente com os cogumelos e os tomates. Eu polvilhei o resultado final com sementes de sésamo brancas e tomilho. 




Voilá! Delícia!

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Às três pancadas

Salada de feijão e fruta

Há altura em que apetece mesmo comer aquilo... e aquilo... e quando damos por nós estamos a misturar tudo no mesmo prato. E não é que sabe bem?

Hoje fica só a imagem... e parece-me que a receita é autoexplicativa.




terça-feira, 10 de junho de 2014

Vegan Fast-food

Tofu com cebola caramelizada e vegetais

Nos dias em que não se pode dedicar muito tempo à cozinha, quer porque estamos cansados e só queremos comer e dormir, quer porque andamos a ensaiar todos os dias três a quatro horas para um espectáculo, depois de um dia de oito horas de trabalho, dá jeito cozinhar algo bom e rápido.

Por isso, uma pessoa abre o frigorífico e inventa um qualquer prato com o que encontra lá dentro (e se se fizer em quantidade para o almoço do dia seguinte, melhor!).

Ora bem, para este prato, em particular, é bom que se deixe o tofu a marinar em tempero antes de o cozinhar. Se o fizerem de um dia para o outro, fica melhor, mais apurado. Se não tiveram tempo ou não se lembraram, façam-no assim que chegam a casa e dêem-lhe o tempo que demoram a tomar aquele banho relaxante, a porem-se confortáveis com os cremes, o fato-de-treino e os chinelos e enquanto secam o cabelo.

Ingredientes:

  • 1 cenoura
  • 1/2 couve lombarda
  • 2 fatias de tofu
  • 1/2 cebola
  • 3 dentes de alho
  • 1 fio de natas soja
  • 1 c. chá geleia de milho/trigo/arroz
  • sumo de limão q.b.
  • azeite q.b.
  • gengibre q.b.
  • shoyu q.b.
  • noz moscada q.b.

Preparação:


  1. Marinem o tofu em shoyu, gengibre e sumo de limão. Temperem a gosto. O tofu é como uma esponja, absorve o sabor daquilo com que o cozinham.
  2. Como adoro alho (e ele é óptimo para o coração e circulação sanguínea e também tem propriedades antimicrobianas) uso bastante, por isso cortem um dente de alho e salteiem-no num fio de azeite.
  3. Envolvam o tofu com o tempero onde marinou e o alho salteado em azeite.
  4. Cobram o fundo do tacho com água e cozinhem em lume brando até o tofu inchar. Podem acrescentar um pouco de açafrão das índias para dar outra cor.
  5. Entretanto, cortem a cenoura em rodelas e a couve lombarda em juliana e cozinhar a vapor. Cubram o fundo de uma panela larga com água, usem um escorredor da massa, como na imagem, e cubram com uma folha de alumínio e o testo. Cozinha muito rápido.
  6. Assim que o tofu estiver pronto, juntem um fio de natas e envolvam tudo. Desliguem o fogo.
  7. Quando estiverem al dente, envolvam os vegetais, numa frigideira, com dois dentes de alho picados e salteados numa frigideira com azeite. Temperem com uma pitada de noz moscada.
  8. Por fim, cortem 1/2 cebola em meias luas e salteiem-na em muito pouco azeite. Assim que estiver dourada, reguem com um fio de geleia de milho/arroz/trigo para caramelizar.
  9. Sirrvam o tofu num prato com a cebola por cima e acompanhado dos vegetais. Podem salpicar os vegetais com algumas sementes. Eu usei gomásio para dar um sabor um bocadinho mais salgado.
Maravilha de prato! É rápido de se fazer e levezinho para se comer à noite. Podem acompanhar o prato com uma sopa antes ou uma sobremesa depois. Ou as duas coisas, se tiverem fome!

Buen provecho!





domingo, 27 de abril de 2014

Almoço sem carne, sem peixe, sem ovos, sem glúten

Millet com grão de bico

Proteína...
Pode ser vegetal! E há muito por onde escolher: feijão preto, feijão manteiga, feijão catarino, feijão mong, feijão azuki, lentilha vermelha, favas, ervilhas, grão-de-bico... E ainda temos tofu, tempeh, seitan, miso...

Quando estiverem para perguntar a um vegetariano ou a um vegan "então o que é que comes?", lembrem-se que há bastantes mais alimentos a pôr no prato que a carne ou o peixe. E além disso, pratos com arroz branco, batata frita e um bife com ovo estrelado por cima não são propriamente equilibrados em nenhum tipo de pirâmide/roda alimentar.

O grão-de-bico é óptimo porque é rico em fibras que auxiliam o nosso sistema digestivo, prevenindo constipações, doenças digestivas e cardiovasculares, e mantendo o nosso trânsito intestinal em ordem. É perfeito para eliminar gorduras, açúcares e colesterol do nosso sistema, por isso está indicado para controlo de saciedade e problemas de obesidade.

Gostamos de cor, variedade e sabor! Por isso hoje deixo-vos com uma receita simples de millet com grão-de-bico. E como o millet é o mesmo que milho painço, esta receita também é adequada a quem tem intolerância ou sensibilidade ao glúten.

Ingredientes:


  • 1 tigela grão-de-bico
  • 1 tigela millet
  • 4 tigelas de água
  • 2 dentes de alho
  • 1 cebola
  • 1 tomate
  • sal marinho q.b. ou shoyu q.b.
  • gengibre q.b.
  • fio de azeite


Preparação:

Eu cozinhei o millet num tacho e o grão-de-bico noutro.
Antes de começar a cozinhar, o grão-de-bico deverá ficar de molho com alga kombu de um dia para o outro. 

A alga kombu evita a formação de flatulência que as leguminosas costumam causar. As algas são um óptimo complemento para a alimentação pelas suas grandes doses de cálcio e vitamina B12 (leiam mais sobre isso aqui).

Pique a cebola e os dentes de alho e refogue-os com um fio de azeite num tacho. Em seguida acrescente o tomate cortado aos cubos. Deixe apurar um pouco e acrescente o grão-de-bico, a alga demolhada e 2 tigelas de água. Tempere com gengibre e shoyu a gosto (prefiro usar o shoyu para salgar a comida em vez de sal) e deixe ferver. Depois deixe cozinhar, em lume brando, cerca de 50 minutos/1 hora. Convém ir verificando o nível da água e a cozedura do grão. Se acrescentar água, lembre-se de retificar o tempero.

Noutro tacho deite uma tigela de millet com 2 tigelas de água e deixe ferver até desaparecer a água. O millet fica pronto bem mais rápido que o grão, por isso convém começar a cozinhar o grão primeiro.

Assim que o grão estiver macio, apague o lume.

Misture o millet com o grão. Não será necessário salgar o millet já que se mistura com o molho do grão, mas se preferir pode polvilhar o prato com um pouco de gomásio*.

Acompanhe este prato com uma salada crua e vegetais ao vapor, por exemplo.


*sementes de sésamo tostadas e moídas com sal marinho tostado

sábado, 19 de abril de 2014

Pilaf de legumes com arroz integral

Passei a conhecer o arroz integral quando os meus pais decidiram seguir o estilo macrobiótico. Confesso que na altura não fiquei maravilhada, embora me chamassem de "arrozeira". 

[Ao que parece, era de família, o meu irmão era igual. Metade do prato (ou mais) levava arroz e o arroz acompanhava tudo! Ok, nunca comi esparguete com arroz, mas comia empadão com arroz e isso para mim era muito normal, até me terem dito que não. Não sei, às tantas para vocês é!]

Ora bem, de qualquer forma, com o arroz integral... o arroz integral e eu... não foi amor à primeira vista não. Não fui arrozeira com este tipo de arroz. A verdade é que com este tipo de arroz não há necessidade de ser arrozeira porque este arroz farta! Com o branco, por muito que coma, parece que nunca fico satisfeita, cabe sempre mais. Com o arroz integral isso já não acontece. É o poder dos cereais integrais!

Sabemos que quanto mais processado ou refinado é um alimento, mais alto é o seu índice glicémico e o índice glicémico indica a rapidez com que um hidrato de carbono sobe os níveis de glicose (açúcar) no sangue. Sendo o arroz integral um hidrato de carbono complexo (não refinado), o organismo levará mais tempo a transformar os açúcares, o que se traduz numa vitalidade mais prolongada durante o dia, já que não sofremos com picos de energia como quando consumimos açúcares simples (e.g. açúcar, fruta, farinhas refinadas).*

Além disso, o arroz integral é rico em vitaminas do grupo B e proteína (há pois é! a proteína está em todo o lado, não é só na carne) e é óptimo para o trato intestinal devido à sua fibra natural.

Ingredientes:

Arroz

  • 1 cebola 
  • 2 dentes de alho
  • 1 cháv. arroz integral
  • 3 cháv. água ou caldo de legumes
  • 1 alho francês
  • 1 cenoura grande ou 2 pequenas
  • 1 mão cheia de brócolos
  • 1 punhado de caju
  • azeite
  • caril q.b.
  • paprika q.b.
  • gengibre q.b.
  • shoyu q.b.


Molho

  • 2/3 chávena de iogurte soja natural
  • 2 c. sopa de hortelã
  • 1 pitada de pimenta caiena

Preparação:
  1. Loure a cebola e o alho picados no azeite e, de seguida, deite o arroz e salteie, envolvendo-o durante cerca de 2 minutos.
  2. Junte os legumes (pode acrescentar outros como milho, ervilhas), a água ou caldo e tempere. Deixe levantar fervura. Se não estiver acostumado com o shoyu (molho de soja), pode temperar com sal grosso.
  3. Reduza o lume e deixe cozinhar cerca de 30, 40 minutos. (Se tiver demolhado o arroz de um dia para o outro, cozerá mais rápido. Se não demolhar, geralmente, demora cerca de 45 minutos até estar no ponto.)
  4. Deite o caju quando o arroz estiver quase pronto, para que os sinta ainda crocantes.
  5. Prepare o molho e sirva por cima do arroz. Voilà!



* Informação baseada aqui: http://www.e-macrobiotica.com/imp/artigos/alimentacao/hidratos-de-carbono e aqui: http://www.e-macrobiotica.com/imp/artigos/alimentacao/cereais-2a-parte